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Mastoidectomia: a cirurgia do colesteatoma

Quando o colesteatoma se espalha pelo ouvido médio e pela mastoide (o osso atrás da orelha), a mastoidectomia remove a doença com segurança e, quando possível, reconstrói a audição.

Para que serve

O colesteatoma é uma pele que cresce dentro do ouvido e corrói o que encontra pela frente: os ossinhos da audição, o osso da mastoide e, se deixado avançar, estruturas mais delicadas. A mastoidectomia abre a mastoide com o microscópio e remove toda a doença. Quando associada à reconstrução do tímpano e dos ossinhos, chama-se timpanomastoidectomia.

Os objetivos, nessa ordem: um ouvido seguro (sem doença), um ouvido seco (sem secreção) e, sempre que possível, a melhor audição que a situação permite.

Ilustração de cirurgião ao microscópio operando um ouvido, com detalhe do osso da mastoide
Ilustração: a microcirurgia do ouvido e da mastoide

O que dizem os estudos

3–15%
de retorno da doença (recidiva ou residual) em adultos operados
~30%
em crianças — por isso o acompanhamento de longo prazo é parte do tratamento

Esses números explicam por que o tratamento não termina na cirurgia: revisões periódicas (e, em alguns casos, uma segunda etapa programada para conferir se ficou alguma doença residual e reconstruir os ossinhos) fazem parte do plano.

Como é a cirurgia

Feita com anestesia geral e microscópio cirúrgico. Pelo conduto do ouvido e/ou por uma incisão discreta atrás da orelha, o cirurgião acessa o ouvido médio, abre a mastoide e remove a doença. A cadeia de ossinhos é avaliada e, quando possível, preservada ou reconstruída; o tímpano é fechado com um enxerto do próprio corpo (fáscia ou cartilagem).

Existem duas filosofias de técnica: a que preserva a parede do conduto (mantém a anatomia do ouvido, mas exige vigilância mais próxima) e a que a rebaixa (cria uma cavidade aberta, que facilita o controle da doença mas pede limpezas periódicas no consultório). A escolha depende da extensão do colesteatoma e das características de cada ouvido — e é conversada com transparência antes da cirurgia.

Depois da cirurgia

Perguntas frequentes

A cirurgia devolve a audição?
A prioridade é remover a doença com segurança. Quando os ossinhos estão preservados ou podem ser reconstruídos, a audição melhora — mas o resultado depende de quanto a doença já danificou. Em alguns casos, a reconstrução é feita numa segunda etapa.
O colesteatoma pode voltar depois da cirurgia?
Pode: os estudos mostram retorno da doença em cerca de 3 a 15% dos adultos e até 30% das crianças. Por isso o acompanhamento de longo prazo (e às vezes exames de imagem ou uma segunda olhada cirúrgica) faz parte do tratamento.
Quanto tempo de acompanhamento depois?
Anos. As revisões são mais próximas no primeiro ano e depois se espaçam, mas o ouvido operado de colesteatoma merece vigilância por toda a vida.

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A indicação de cirurgia é sempre individual — e a decisão, compartilhada contigo depois da avaliação completa.

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