O que é
Dentro do ouvido médio, três ossinhos (martelo, bigorna e estribo) transmitem o som do tímpano até o ouvido interno. Na otosclerose, ocorre um remodelamento ósseo anormal ao redor do estribo, que vai ficando fixo e deixa de vibrar. O som passa a chegar com menos força — e a audição cai aos poucos.
É uma das causas mais comuns de perda auditiva adquirida em adultos jovens, aparecendo em geral entre os 15 e os 45 anos, muitas vezes nos dois ouvidos. Pode vir acompanhada de zumbido e, mais raramente, de tontura. Em muitas famílias há mais de uma pessoa com o mesmo problema.

O que dizem os estudos
Os números variam bastante entre populações: a doença é mais comum em pessoas brancas, rara em pessoas negras e asiáticas, e acomete mulheres cerca de duas vezes mais do que homens. Estudos de osso temporal mostram que muitas pessoas têm a alteração óssea sem nunca desenvolver sintomas — só uma fração dos casos evolui para perda auditiva de fato.
Sinais e sintomas
- Perda de audição progressiva, lenta, em geral nos dois ouvidos (pode começar de um lado);
- Zumbido no ouvido;
- Curiosamente, algumas pessoas relatam ouvir melhor em ambiente barulhento (paracusia de Willis);
- Em alguns casos, agravamento percebido na gravidez.
Como é o diagnóstico
A suspeita nasce na consulta: história de perda auditiva progressiva em adulto jovem, com exame do ouvido normal. A audiometria mostra o padrão típico de perda condutiva ou mista, e a timpanometria ajuda a avaliar a mobilidade do sistema. A tomografia do ouvido pode ser usada para confirmar e planejar o tratamento.
Tratamento
Há três caminhos principais: acompanhamento (quando a perda ainda é leve), próteses auditivas e a cirurgia do estribo — a estapedotomia, que substitui a parte fixa do estribo por uma prótese finíssima e devolve a transmissão do som. Na literatura, séries grandes de cirurgiões experientes relatam fechamento quase completo do gap audição-osso em mais de 90% dos casos. A escolha é sempre individual, feita depois de entender teus exames, tua rotina e tuas expectativas.
Tema de pesquisa: a otosclerose e a cirurgia do estribo são a área de dedicação acadêmica do Dr. Caio — sua dissertação de mestrado na UFRGS analisou os resultados auditivos de estapedotomias. Conhecer a trajetória completa
Perguntas frequentes
Otosclerose piora com o tempo?
Otosclerose é hereditária?
Gravidez piora a otosclerose?
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