O que é
O colesteatoma é uma bolsa de pele que se forma dentro do ouvido médio e pode se estender para a mastoide (o osso atrás da orelha). A pele descama continuamente; esse material se acumula, inflama e infecciona — e, com o tempo, pode corroer os ossinhos da audição e outras estruturas ao redor.
Pode ser congênito (a pessoa já nasce com ele — situação rara) ou, muito mais comumente, adquirido: associado a otites de repetição, a uma perfuração do tímpano ou à retração da membrana por mau funcionamento da tuba auditiva.

O que dizem os estudos
O colesteatoma é um pouco mais comum em homens. No ambulatório de otite média crônica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, 12% dos casos colesteatomatosos eram nos dois ouvidos — e quase metade dos pacientes com a doença tinha até 18 anos, o que mostra a importância do diagnóstico precoce também na infância.
Sinais e sintomas
- Saída de secreção (pus) pelo ouvido, persistente ou que vai e volta — muitas vezes com cheiro forte;
- Perda auditiva progressiva naquele ouvido;
- Sensação de ouvido tampado ou pesado;
- Às vezes, tontura ou zumbido.
Ou seja: um ouvido que "vive vazando" não é para se acostumar — é para investigar.
Por que não adiar a avaliação
Sem tratamento, o colesteatoma cresce devagar mas de forma contínua. Além da perda auditiva, pode atingir o órgão do equilíbrio (causando vertigem), o nervo que movimenta o rosto e, raramente, as estruturas ao redor do cérebro. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples tende a ser a cirurgia e melhor a preservação da audição.
Como é a avaliação
A consulta inclui exame do ouvido ao microscópio, audiometria e, em geral, tomografia computadorizada do osso temporal, que mostra a extensão da doença e ajuda a planejar a cirurgia.
Tratamento
O tratamento do colesteatoma é cirúrgico: a mastoidectomia (timpanomastoidectomia) remove a doença do ouvido médio e da mastoide e, quando possível, reconstrói o tímpano e a cadeia de ossinhos. Não existe remédio que faça a pele do colesteatoma desaparecer — medicamentos entram para controlar infecções associadas.
Como a doença pode voltar, o acompanhamento de longo prazo é parte essencial do tratamento.
Perguntas frequentes
Colesteatoma é câncer?
Colesteatoma tem remédio?
Colesteatoma pode voltar depois da cirurgia?
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Cada ouvido conta uma história diferente. A conduta certa para o teu caso sai da consulta, com exame e escuta com calma.
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